• Ana Mendes

Braga urbana tem o maior crescimento populacional dos maiores municípios

CENSOS 2021 confirma o crescimento populacional do Município de Braga. Resultados provisórios do recenseamento dão nota de uma maior concentração da população na área urbana. A maioria das freguesias rurais perdeu residentes.

Braga ganhou 11 839 residentes na última década, sendo, do conjunto dos dez municípios mais populosos do país, o que registou um maior acréscimo populacional em termos absolutos e relativos. De acordo com os resultados preliminares do último recenseamento geral da população (Censos 2021), no município de Braga residem actualmente 193 333 pessoas, mais 11 839 que em 2011. Em termos percentuais, o acréscimo populacional foi de 6,5 %. De acordo com o primeiro relatório do Censos 2021, ontem revelado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “a variação da população residente nos dez municípios mais populosos do país mostra que Lisboa, Porto, Matosinhos e Oeiras perdem população, enquanto os restantes registam crescimentos populacionais, com o município de Braga a registar o valor mais elevado”. O crescimento populacional do concelho de Braga contrasta com as quedas de 2% no todo nacional e de mais de 4% na região Norte. O INE?assinala que, nos últimos 10 anos, a população residente em Portugal reduziu-se em 214 286 pessoas e, em termos censitários, a u?nica de?cada em que se verificou um decréscimo populacional foi entre 1960 e 1970.



Os dados ainda não definitivos do Censos 2021 permitem, desde já, concluir que “o decréscimo populacional registado na última de?cada resultou do saldo natural negativo (250 066 pessoas), sendo que o saldo migratório ocorrido, apesar de positivo, não foi suficiente para inverter a quebra populacional”.

A população residente em 2021 aproxima-se do registado em 2001, ano em que residiam em Portugal 10 356 117 pessoas.


Apesar de significativo, o acréscimo populacional da última década não é uniforme no território do Município de Braga.


Os dados do recenseamento populacional atestam um crescimento significativo da população residente nas freguesias urbanas e periurbanas, registando-se, pelo contrário, perdas demográficas na maioria das freguesias rurais.

A freguesia de S.Victor, a maior do distrito de Braga e uma das maiores do país, tem actualmente 32 822 moradores, contra os 29 642 recenseados em 2011, o que representa um acréscimo de 10,7%.

Mais expressivo em termos relativos é o crescimento populacionais ocorrido na última década na freguesia de Gualtar, que passou de 5 286 para 6 749 residentes, o que significa um acréscimo de 27,7%



Nas freguesias de Real, Dume e Semelhe, a subida populacional foi de 17%, contando esta União de Freguesias com 13 694 residentes, contra 11 700 no ano de 2011.

As uniões de freguesias de Nogueiró e Tenões e de Nogueira, Lamaçães e Fraião, com crescimentos populacionais de 16,1 e 15,2 %, respectivamente, confirmam a concentração populacional na zona urbana de Braga.

A mesma tendência registou-se na freguesia de S.Vicente, que viu crescer o número de residentes de 13 236 para 13 962 (+ 5,5%).


As uniões de freguesias de Ferreiros e Gondizalves (+ 9,3 %) Maximinos, Sé e Cividade (+3,5%) e S. Lázaro e S.?João do Souto (+3,4%) atrairam também mais moradores na última década, tal como Lomar e Arcos (+6,9%), Este (+6%) e, já na zona rural do concelho de Braga, Tadim (+10,8%), Merelim S. Pedro e Frossos (+ 3,4%), Guisande e Oliveira (+2,1%) e Lamas (1,1%).



A pequena freguesia de Espinho conta agora com 1 055 moradores, menos 26 dos de 2011, mas que representam uma queda de 10,7%.

As freguesias de Adaúfe, Arentim e Cunha, Cabreiros e S. Julião de Passos, Crespos e Pousada, Escudeiros e Penso, Fi- gueiredo, Merelim S. Paio, Panoias e Parada de Tibães, Mire de Tibães, Morreira e Trandeiras, Padim da Graça, Pedralva, Priscos, Ruílhe, Santa Lucrécia e Navarra, Sequeira, Sobreposta, Tebosa e Vilaça e Fradelos perderam todas, em maior ou menor expressão, população na última década.

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